

A cidade era menos perigosa e os meninos a partir dos sete anos já andavam sozinhos pela cidade, deslocando-se, é claro, de bonde.
Lembro que com nove anos eu já ía de Teresópolis ao Centro, usufruindo de um belo passeio de bonde.
Na esquina do colégio Venezuela, entre a Av. Niterói e a Travessa Viamão, havia o entroncamento entre os destinos da Glória e o de Teresópolis. Muitas vezes passei por ali. Lembro quando ía com minha tia Delma e meus primos ver o tio Abrelino que estava internado no hospital São José do complexo da Santa Casa.
A garagem da Companhia Carris Portoalegrense, ficava na Av. João Pessoa em frente ao parque Farroupilha (mais conhecido como Parque da Redenção) próximo da esquina da rua Sarmento Leite e em sua frente era um emaranhado de trilhos.
Achei de extrema burrice do prefeito no ano de 1972, sr. Célio Marques Fernandes, retirar de circulação os bondes de Porto Alegre. Poderia ter modernizado e conservado o que hoje seria uma atração turística para nossa cidade, pois na Europa os bondes circulam de forma intensa como meio de transporte de massa. Outro dia vi num programa sobre Portugal, bondes semelhantes aos de Porto Alegre, o que me deu uma grande saudade.
Mas nem tudo está perdido. Vem aí o aeromóvel, que é uma versão moderna do bonde, com uma linha que vai da frente do aeroporto Salgado Filho até a estação Aeroporto do Trensurb.
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