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terça-feira, 11 de setembro de 2012

A PEQUENA ORFÃ - NOVELA DE 1968

A Novela.
Exibida pela Tv Excelsior no horário das 18h30, A Pequena Órfã inaugurou o filão da telinha de histórias sobre crianças órfãs na era do videotape, tornando-se assim um estrondoso sucesso da TV Excelsior.
A novelinha dirigida por Dionísio Azevedo estreou no dia 1 de julho de 1968 e ficou no ar até maio do ano seguinte.
A primeira atriz mirim a interpretar Toquinho foi Patrícia Aires, filha do ator Percy Aires, mas ela não foi chegou até o final da novela, pois Aires alegou que sua filha estaria trabalhando mais do que o combinado com a direção. Patrícia foi substituída por Marize Ney, prima da atriz Lurdinha Félix, muito parecida com ela mas três anos a mais que Patrícia. A direção pediu para que o autor da novela encontrasse uma maneira na história de efetuar a troca sem prejuízo na lógica, Teixeira Filho resolveu o problema com uma passagem de tempo onde os fatos permaneciam os mesmos três anos depois.
A TV Globo reprisou A Pequena Órfã em 1971, após a fechamento da TV Excelsior. Na nova abertura feita para esta reapresentação, podia-se ver a então menina Glória Pires, em sua primeira aparição na televisão.
Em 1993, Marcílio Moraes baseou-se nessa novela e em outro sucesso de Teixeira Filho, Ídolo de Pano, para escrever Sonho Meu, produzida pela TV Globo.
Em 1973 foi lançado o segundo filme de Clery Cunha, baseado na novela homônima da TV Excelsior, usando Patrícia Aires e Dionísio Azevedo no elenco ainda, mas com a sentida ausência de Riva Nimitz que foi substituída por Bárbara Aires.
A História.
A novelinha mostrava as desventuras da pequena Maria Clara, conhecida como Toquinho, que após ser abandonada pelos pais vai para um orfanato onde precisa ser cuidada pela cruel Elza. A ambição de Elza e o seu jeito encrenqueiro acabam tornando a vida das crianças do orfanato um verdadeiro sofrimento.
Enquanto padece nas mãos de Elza, Toquinho, vive contantemente fugindo e logo faz amizade com figuras folclóricas como o Velho Gui (Dionízio de Azevedo), um misantropo meio Gepeto e consertador de brinquedos, que a menina conheceu em uma de suas escapadas. Com o bom velho Gui, Toquinho aprende a fazer barquinhos de papel enquanto entoa uma antiga canção de ninar: " mandei fazer um barquinho de papel, de papelão, prá levar o meu benzinho prá dentro do coração".
A menina também encontra Mercadoria (J. França), um cantor boêmio a quem ela pede para parar de beber, sendo prontamente atendida, debaixo de um chororô. Toquinho, aliás, realiza milagres e truques com uma facilidade incrível
Quando a mãe de Toquinho acaba se arrependendo de deixá-la, parte em busca da filha, mas o misterioso desaparecimento da menina faz com que todos se mobilizem para encontrá-la, num dos momentos mais marcantes da novela.
Elenco

Patrícia Aires ... Toquinho
Marize Ney ... Toquinho
Dionísio Azevedo ... Velho Gui
Riva Nimitz ... Elza
Eduardo Abbas ... Padilha
João José Pompeo ... Nicolau
Rachel Martins ... Amazília
Roberto Maya ... Jerônimo
Lurdinha Félix ... Madalena
J. França ... Mercadoria
Míriam Maio ... Vânia
Yara Amaral
Antônio Ghigonetto
Ruthinéia De Moraes
Nádia Lippi
Nestor De Montemar
Arnaldo Weiss
Ana Maria Blota
Márcio A. Toledo
Tony Vieira

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